.env é onde você diz para a plataforma como ela deve se comportar: onde está o banco de dados, qual senha usar, quais serviços se comunicam entre si. Sem ele configurado corretamente, nada funciona.
A boa notícia: para a maioria das instalações com Docker, você não precisa mudar quase nada.
Como funciona
Toda a configuração fica em um único arquivo.env na raiz do projeto. Ele é criado a partir de um modelo pronto:
.env.example já vem com valores padrão que funcionam imediatamente para rodar a plataforma localmente com Docker. Abra o .env com qualquer editor de texto e ajuste apenas o que for necessário para o seu ambiente.
O arquivo
.env.example é o arquivo com a lista completa de todas as variáveis disponíveis.
Consulte-o sempre que precisar de uma referência completa.Banco de dados (PostgreSQL)
Todos os serviços compartilham o mesmo banco de dados. Com Docker, essas variáveis já estão configuradas e funcionam sem alteração.evo-ai-core-service-community) usa um conjunto separado de variáveis com o mesmo banco:
Redis (cache e filas)
O Redis é usado para manter sessões ativas e processar tarefas em segundo plano. Com Docker, ele já sobe automaticamente.Secrets compartilhados
Essas são as variáveis mais importantes para a segurança da plataforma. Elas devem ter o mesmo valor em todos os serviços que as utilizam.Frontend
As variáveis do frontend começam comVITE_ e são incorporadas ao código no momento do build. Elas usam localhost porque o navegador as acessa diretamente — não pelo Docker.
localhost pelos domínios reais da sua instalação:
E-mail (SMTP)
Em desenvolvimento, a plataforma usa o Mailhog — um servidor de e-mail local que captura as mensagens sem enviá-las de verdade. Acessehttp://localhost:8025 para ver os e-mails capturados.
Configuração via UI em runtime (a partir do v1.0.0-rc3)
A partir dov1.0.0-rc3 (EVO-1049), as configurações de SMTP, BMS e Resend podem ser alteradas via UI no painel /settings/admin e são aplicadas em runtime, sem reiniciar o container. Antes era necessário restart para que mudanças refletissem.
Isso significa que você pode:
- Manter
.envapenas com defaults (ou nem configurar SMTP no.env, deixando vazio). - Configurar credenciais de produção pela UI após o boot.
- Trocar provedor (de SMTP para Resend, por exemplo) sem downtime.
O acesso ao painel/settings/adminé exclusivo do papelsuper_admin— o operador da instalação, separado doaccount_owner.
Licensing e Operador
A partir dov1.0.0-rc3, o .env.example documenta a variável de operador:
Canais opcionais
Essas variáveis ficam comentadas no.env.example e só precisam ser configuradas se você for usar os respectivos canais.
Dicas de segurança
- Nunca envie o arquivo
.envpara o GitHub ou GitLab. Ele já está no.gitignorepor padrão. - O arquivo
.env.exampleé seguro para versionar — ele contém apenas exemplos sem dados reais. - Em produção, gere valores únicos para
SECRET_KEY_BASE,JWT_SECRET_KEY,ENCRYPTION_KEYeEVOAI_CRM_API_TOKEN. - Use senhas fortes e únicas para
POSTGRES_PASSWORDeREDIS_PASSWORD.
Solução de problemas
Banco de dados não conecta
Se após omake setup você vir erros de conexão:
- Verifique se os containers estão rodando:
make status - Confira os valores de
POSTGRES_HOST,POSTGRES_USERNAMEePOSTGRES_PASSWORDno.env - Para banco em nuvem, verifique se o acesso externo está liberado no painel do provedor
E-mail não está sendo enviado
Em desenvolvimento, os e-mails não são enviados de verdade — ficam retidos no Mailhog. Acessehttp://localhost:8025 para visualizá-los.